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3 de set. de 2009

Quando o 6 é 9


Coloquei os óculos escuros, a fim de evitar que interpretassem, através do olhar, aquilo que calo com a boca. Eles sabem que tramo uma conspiração. Eles acreditam tanto em conspirações, que nem acreditam quando uma dá certo. Talvez a bomba nem exploda, mas já domino parte do território.


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31 de ago. de 2009

Café com gelo e limão


Alonso: Como você quer o café?

Fabio: Com gelo e limão, por favor

Alonso: Tá faltando emoção?

Fábio: Completo tédio!

28 de ago. de 2009

Por ai

Música/ Ouro Preto 2009

Até lá/ Ouro Preto 2009

Mercado Central/ BH 2009


Ouro de tolo/ Ouro Preto 2009

Ilana Copque

17 de ago. de 2009

Do nada ao lugar algum


Os raios de sol penetravam intensamente pelas frestas da cortina desgastada, do quarto pequeno e infantil, decorado em diversos tons de verde. O relógio da cozinha marcava 14h e 15 min, mas o tempo era o que menos importava naquele mundo de um único personagem em carne e osso. A falta de vento não constrangia a inocente fantasia que ali se instalava. Cansada dos cálculos do dever de casa, a menina que lá se trancou, não convidou o mundo real para sua brincadeira particular. Em meio a chás imaginários e beijos de novela entre bonecos que habitavam o terceiro andar de sua prateleira no armário, a pequena morena ria da audácia de seus companheiros. Em seu refúgio, ela era gente com voz, gente de idade irrelevante. Os olhos castanhos transbordavam uma alegria palpável. A multicoloração de suas idéias a deixavam tão feliz, que a satisfação não cabia no corpo miúdo.

15 de ago. de 2009

O flagra


Maui/ Petrolina 2009
Ilana Copque


11 de ago. de 2009

Ela por ela


"Deixa eu falar.

Deixa que eu te explico toda aquela sincera falsidade que saiu do meu coração à sua busca no formato de uma flor.

Deixa.

Deixa que eu canto em todos os versos escritos no meu corpo nu o desejo que sinto.

Deixa eu falar tudo o que eu já falei, mas vê se dessa vez; escuta!

Eu não sou freira, eu não menina, eu não sou puta.

Sou mulher, em suma.

Sou criatura que sente, gritando em silêncio, sorrindo suas dores, que ama.

Deixa.

Deixa eu ser, deixa eu viver.

Me deixa.

Me deixa; que eu subo nas árvores chupo seus frutos, cheiro suas flores e planto suas sementes.
Deixa.

Eu entendo.

Não admito, não repito, mas choro tuas lágrimas orando no teu gélido peito que arfa perante todo o momento da partida que existe entre o começo e o fim: o meio!

Esquece, ou melhor, lembra.

Esquece que estive, lembra quando não estive e lembra quando você não me deixou estar.

Vive.

Nasceu dentro de mim um novo ser, que se nutre das tuas mentiras e que agora merece pena de morte, mas vive. Enraizando-se na força que tu roubaste dos meus olhos.

Eu, que vivo sem perceber que estou vivendo e finalmente encontrei um sentido.

Que se perdeu no rio.

Que se evaporou no riso.

Que sumiu em prol do castigo, que recebi por te escolher."



Da minha eterna irmã, Mila Devic.

10 de ago. de 2009