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30 de mai. de 2010

As aventuras de um Tico sem os Tecos

©Ilana Copque/

©Ilana Copque/

©Ilana Copque/

©Ilana Copque/

©Ilana Copque/

©Ilana Copque/


©Ilana Copque/

29 de mai. de 2010

Sobre dar e outras coisas...

Luiz Fernando Veríssimo

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

22 de mai. de 2010

Ave Lúcifer




As maçãs envolvem os corpos nus
Nesse rio que corre em veias mansas, dentro de mim
Anjos e Arcanjos não pousam neste Édem infernal
E a flecha do selvagem matou mil aves no ar

Quieta, a serpente se enrola nos seus pés
É Lúcifer da floresta que tenta me abraçar

Vem amor, que um paraíso num abraço amigo,
sorrirá pra nós, sem ninguém nos ver

Prometo abrir meu amor macio, como uma flor cheia de mel
pra te embriagar, sem ninguém nos ver

Tragam uvas negras
Tragam festas e flores
Tragam corpos e dores
Tragam incensos e odores

Mas tragam Lúcifer pra mim
Em uma bandeja pra mim.

13 de mai. de 2010

A Moment in Time/ Servus Máriai

Servus Máriai
© Ilana Copque

"A Moment in Time" é o título da mostra coletiva promovida pelo The New York Times, no dia 2 de maio, através do blog Lens. O movimento tem o objetivo de unir fotógrafos, amadores ou profissionais, do mundo todo por meio da imagem.

A temática da mostra virtual é livre, mas a comissão organizadora sugeriu algumas categorias: comunidade, música, trabalho, família, relacionamentos, natureza e meio ambiente, religião, artes e entretenimento, dinheiro e economia, assuntos sociais. As fotografias que se destacarem irão compor uma exposição promovida pelo The New York Times.

Com informações do MAGEM

Pois é, gente, a foto acima é minha. Através do link você pode recomendá-la (logo abaixo da foto há um "recommend"), caso goste da imagem, é claro.

26 de abr. de 2010

Lutanda/ Ba (Fotos)


Jacaré - ©Ilana Copque


Da montanha ©Ilana Copque

Decapitado ©Ilana Copque


Limpando o suor ©Ilana Copque


Libelula âmbar- ©Ilana Copque


Filhote- ©Ilana Copque

No topo do mundo - ©Ilana Copque


Filete - ©Ilana Copque

Descendo - ©Ilana Copque

23 de abr. de 2010

Velho e seguro amor

O sorriso murchou assim que Ângela alcançou a solidão da sala colorida e ainda iluminada pelo sol do fim de tarde. Do lado de fora da casa estavam todos aqueles que mais sufocavam do que compadeciam em ajuda. Sua falsa segurança marcava uma alegria tão insólita quanto as piadas daquele dia. Ela ainda tinha esperanças. Não gostava daquela sensação de eterna espera, mas como eram companheiros de trabalho, passou a manhã ao lado dele, aguardando um sinal de que estivesse arrependido. Seu maior desejo era o retorno do rechaço, ao menos é o que dizia para si com freqüência. O seu ego ocupava um alto grau diante daquela tórrida paixão. Podia se flagelar em um canto particular, mas em frente ao júri, a tristeza estava muito bem armodaçada.

Já no banho, passou alguns minutos sentada em baixo do chuveiro. Odiava aquela debilidade, mas as pernas já não sustentavam o peso das lágrimas acumuladas. Em seu desespero, Ângela conseguia definir as pequenas poças de sua tristeza, que não se misturavam com a água corrente despejada sobre sua cabeça. Por tanto tempo condensadas, as lágrimas haviam se tornado impermeáveis, destacando-se em meio ao outro líquido transparente.

Cansada de todo aquele drama apoteótico, levantou-se e se forçou a esquecer o seu maldito sentimentalismo. Ainda despida, olhou-se no espelho e sentiu desprezo pela imagem que ali se encontrava. Com uma tesoura afiada, recortou uma nova figura de si. Antes de se jogar na cama, arrancou o telefone da tomada e desligou o celular. Os olhos verdes, cercados por densas pestanas, agora refletiam toda a malícia que passou a cercar o ambiente. Estirada em seu refúgio, Ângela se sentia grande e apreciava o encontro que não precisava de hora marcada. Aquele era o reencontro consigo mesma, o tocar a si mesma, o preencher de si... Por fim, alcançou o paraíso em terra firme. Em meio a altas gargalhadas, a sobrevivente que ali se encontrava, sentiu como se emergisse após um grande tempo em baixo d’água. Com a sensação de resgate, Ângela voltou a abraçar o seu velho e seguro amor, aquele que jamais a abandonaria.

20 de abr. de 2010

25º Meia Maratona Tiradentes

A Meia Maratona Tiradentes é uma tradicional corrida de rua que ocorre todo ano no interior da Bahia. Sua largada é no distrito de Carnaíba do Sertão e a chegada na orla fluvial de Juazeiro. Com 21 Km de percurso, a prova conta com atletas de todo o país, incluindo aqueles com deficiência visual, física e mental. Em paralelo a corrida principal, pelo segundo ano consecutivo, atletas amadores correram a Mini Maratona, com 5 km de trajeto e com largada no Serviço Social da Indústria (SESI), de Juazeiro.

A 25º Meia Maratona Tiradentes ocorreu nesse último sábado (17). Confira as fotos.



©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque

©Ilana Copque


©Ilana Copque