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31 de ago de 2009

Café com gelo e limão


Alonso: Como você quer o café?

Fabio: Com gelo e limão, por favor

Alonso: Tá faltando emoção?

Fábio: Completo tédio!

28 de ago de 2009

Por ai

Música/ Ouro Preto 2009

Até lá/ Ouro Preto 2009

Mercado Central/ BH 2009


Ouro de tolo/ Ouro Preto 2009

Ilana Copque

17 de ago de 2009

Do nada ao lugar algum


Os raios de sol penetravam intensamente pelas frestas da cortina desgastada, do quarto pequeno e infantil, decorado em diversos tons de verde. O relógio da cozinha marcava 14h e 15 min, mas o tempo era o que menos importava naquele mundo de um único personagem em carne e osso. A falta de vento não constrangia a inocente fantasia que ali se instalava. Cansada dos cálculos do dever de casa, a menina que lá se trancou, não convidou o mundo real para sua brincadeira particular. Em meio a chás imaginários e beijos de novela entre bonecos que habitavam o terceiro andar de sua prateleira no armário, a pequena morena ria da audácia de seus companheiros. Em seu refúgio, ela era gente com voz, gente de idade irrelevante. Os olhos castanhos transbordavam uma alegria palpável. A multicoloração de suas idéias a deixavam tão feliz, que a satisfação não cabia no corpo miúdo.

15 de ago de 2009

11 de ago de 2009

Ela por ela


"Deixa eu falar.

Deixa que eu te explico toda aquela sincera falsidade que saiu do meu coração à sua busca no formato de uma flor.

Deixa.

Deixa que eu canto em todos os versos escritos no meu corpo nu o desejo que sinto.

Deixa eu falar tudo o que eu já falei, mas vê se dessa vez; escuta!

Eu não sou freira, eu não menina, eu não sou puta.

Sou mulher, em suma.

Sou criatura que sente, gritando em silêncio, sorrindo suas dores, que ama.

Deixa.

Deixa eu ser, deixa eu viver.

Me deixa.

Me deixa; que eu subo nas árvores chupo seus frutos, cheiro suas flores e planto suas sementes.
Deixa.

Eu entendo.

Não admito, não repito, mas choro tuas lágrimas orando no teu gélido peito que arfa perante todo o momento da partida que existe entre o começo e o fim: o meio!

Esquece, ou melhor, lembra.

Esquece que estive, lembra quando não estive e lembra quando você não me deixou estar.

Vive.

Nasceu dentro de mim um novo ser, que se nutre das tuas mentiras e que agora merece pena de morte, mas vive. Enraizando-se na força que tu roubaste dos meus olhos.

Eu, que vivo sem perceber que estou vivendo e finalmente encontrei um sentido.

Que se perdeu no rio.

Que se evaporou no riso.

Que sumiu em prol do castigo, que recebi por te escolher."



Da minha eterna irmã, Mila Devic.

10 de ago de 2009

9 de ago de 2009

Flores presentes


Impossível não recordar neste domingo, aquele que herdei muito mais que os aspectos físicos. Ele foi, e sempre será para mim, a eterna criança sorridente, que fazia muito mais pelo próximo que por si mesmo.


Por vezes, fui a personagem desleixada e natural que meu pai gostava de retratar nas fotografias, seu orgulho, a menina sonsa que sorria sem inibição, para aquele que não cabia a suposta timidez. Hoje, sou eu quem admira a imagem do ser bem afeiçoado e de ego altivo, gravada por tempo indeterminado nas folhas plásticas das fotos.


Lembro-me do último dia dos pais que passamos juntos, um período muito próximo do último adeus. Sei que a saudade irá perdurar. Que bom, as pessoas duram, enquanto duram as lembranças. Neste domingo o ofereço flores. Flores para aquele que não está mais presente, flores de presente para aquele que homenageio aqui, hoje.

6 de ago de 2009

3 de ago de 2009

Eu e Maui


Eu e a Maui nos “reconhecemos” na esquina de um cruzamento, em um rico bairro de Petrolina. Da primeira vez em que a vi, eu passava de carro. De longe, apenas admirei a pequena bola de pelo, tão cinza quanto aquele dia nublado. Por ironia do destino ou da mandinga do cruzamento, o automóvel quebrou logo adiante. Voltei andando com uma amiga, e lá estava a felina, com ares de duquesa, olhando-me com uns olhos que mal podiam se abrir. Eu, em mais um dos meus dias maternos, fiquei comovida com aquela promessa de ser quieto e manhoso, mal sabia da armadilha do acaso. Desse dia em diante, nos adotamos e dividimos uma quitinete pequena demais para nós duas; pelo menos é o que penso, toda vez em que a Maui deita folgada no centro de minha cama, sem vontade alguma de liberar o espaço.

1 de ago de 2009