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7 de set de 2012

6+6=6




Fim de festa, ainda de salto, fim de carreira. Pedi amnésia, só tinha vodca, faltou o álcool. A data exigia comemoração característica, mas permaneci frustrada, quase contida, sem ao menos ficar bêbada... azar garantido. Abstinência em 6 tempos. Vai ver que é o fato de ser  quase o dia 7, já é madrugada, afinal. Hoje o 6 se complementou em seu similar invertido. Encaixe. 12 em metade. Minha senha é tão sugestiva quanto a data. Deve significar algo, toda essa obscena coincidência numérica. Acredito em números, são escancaradamente manipuláveis. Gosto da ideia, da referência, do implícito. Gosto de mim nesse vestidinho não meu, que ao fim quer dizer nada. Não há experimento.  A essa hora os fragmentos são desconexos. Penso em  um banho e em como assassinar o meu vizinho surdo. Penso em sangue. O 7 já está raiando, e ainda sou obrigada a ouvir os gemidos da TV, que atravessam essas paredes de papel, conprovando o meu silêncio passivo. Moro no bloco C, apartamento 03, conexão em 6. Ainda está escuro. A moça do tempo não explicou, tão pouco previu essa minha agonia. Os psicólogos ainda pensam a melhor forma de análise. A relevância foi finalizada com um copo de leite, para acalmar o estômago e a ansiedade. Nem adianta chamar os universitários, há greve. O jeito é significar em números a minha falta de significados. 6+6+6. Perseguição. Paranoia. Sono.  

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