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17 de set de 2009

A bunda

© Ilana Copque


A bunda, que engraçada.
Está sempre sorrindo, nunca é trágica.
Não lhe importa o que vai
pela frente do corpo. A bunda basta-se.
Existe algo mais? Talvez os seios.
Ora -- murmura a bunda -- esses garotos
ainda lhes falta muito que estudar
A bunda são duas luas gêmeas
em rotundo meneio. Anda por si
na cadência mimosa, no milagre
de ser duas em uma, plenamente
A bunda se diverte
por conta própria. E ama.
Na cama agita-se. Montanhas
avolumam-se, descem.
Ondas batendo
numa praia infinita.Lá vai sorrindo a bunda.
Vai feliz na carícia de ser e balançar.
Esferas harmoniosas sobre o caos.
A bunda é a bunda, rebunda.


CARLOS DRUMMOND

5 comentários:

Jaqueline Lima disse...

Poderia ser os olhos? a beleza do olhar...assim me sentiria mulher mais atraente...

Drummond, drummond...

beijo!

Jaquelyne A. Costa disse...

Jajaja...
Esse Drummond surpreende!!
O humor dele é demais!

A bunda ixi que bunda rebunda e é bunda....

Beijos

Ilana disse...

Pois é...
drummond, drummond...
e assim minha bunda pode sorrir mais
Rebunda a bunda

Alice Brasil disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Alice Brasil disse...

Só Drummond para saber falar tão bem de uma parte do corpo tão vulgarizada por mentes tão incapazes e tão sem sensibilidade e alma. Gostei e desconhecia.

Beijos!!!

Meg Macedo.